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Causas do Autismo

 

Desde a identificação no anos 1940, o autismo tem sido caracterizado como um distúrbio social-interativo, liguístico/simbólico ou cognitivo, mas nunca foi identificada uma origem. Dado que o autismo manifesta-se em várias competências simultaneamente, a sua origem envolve simultaneamente vários sistemas ou é uma estrutura tão primitiva que tem repercursões sobre vários comportamentos aos quais está associado.

 

Embora as várias investigações realizadas não tenham ainda encontrado uma causa, é consensual que contribuem fatores genéticos e fatores ambientais.


Fatores genéticos

O estudo genético do autismo foi apenas iniciado nos anos 1980. Anteriormente a esta década era assumido que a origem do autismo estava na relação fria que a mãe tinha com os filhos. O estudo passou a ser baseado em gémeos, mas pouco se aprofundou devido a principalmente duas razões: o desenvolvimento técnico não era suficientemente avançado e os meios de diagnóstico também não eram sólidos. A evolução das técnicas de mapeamento genético e de diagnóstico têm ao longo dos anos melhorado e têm sido alcançados cada vez mais resultados.

 

Os fatores genéticos são normalmente estudados através de gémeos monozigóticos (idênticos) e dizigóticos (gémos "falsos"). Os gémeos monozigóticos tem origem no mesmo óvulo e por isso têm exatamente o mesmo código genético. Os estudos fazem-se comparando a percentagem de gémeos monozigóticos e dizigóticos que têm Autismo quando o outro irmão já é diagnosticado.

 

O que muitos destes estudos revelam é que a percentagem do segundo gémeo ter também Autismo é superior nos gémeos monozigóticos: 70% a 90% para os gémeos monozigóticos e 0% a 10% para gémeos dizigóticos, concluído assim que a origem do Autismo tem uma forte componente genética.

 

Para além do estudo de gémeos, observa-se que a probabilidade de casos de autismo é 25 vezes maior em famílias onde já existem parentes com um historial de autismo, que os pais e outros parentes de crianças com autismo têm características cognitivas e comportamentais semelhantes mais frequentemente do que grupos de controlo (pais sem filhos com autismo) e que mutações genéticas aumentam o risco de doenças.

 

À procura do gene

 

No entanto, o mapeamento genético da doença tem mostrado que há uma grande heterogeneidade genética, ou seja, não tem sido possível encontrar uma modificação genética comum a todos os casos.

 

O uso de novas tecnologias permitem atualmente detetar erros de multiplicação de genes e por isso detetar mutações de novo, isto é, mutações espontâneas, não herdadas pela família, que não eram detetadas com a tecnologia normalmente usada. Estas mutações espontâneas contribuem com cerca de 10% a 20% dos casos de Autismo.

 

Embora a maior parte dos estudos apontem para uma grande contribuição genética, outros estudos indicam que os fatores genéticos não explicam totalmente a origem do Autismo

 

Fatores ambientais

Os fatores ambientais associados ao autismo são a exposição a toxinas e medicamentos, infeções da mãe durante a gravidez, a idade dos pais e complicações no parto ou no período neonatal. No entanto, embora seja consensual que a origem do Autismo não seja exclusivamente genética, não há concordância no que diz respeito a que fatores ambientais podem mesmo ser causas do Autismo, gerando muita discordância entre especialistas.

 

Fatores prenatais, perinatal e neonatais

 

Os fatores antes da concepção (prenatais), no parto (perinatais), e após o nacimento (neonatais), são fatores ambientais em estudo.

 

A exposição da mãe a toxinas como o tabaco poluição, exposição a vírus e o uso de alguns medicamentos aumenta o risco de Autismo. O uso de medicamentos inibidores de recpatação seletiva de seretonina, antidepressivos, aumenta para o dobro o risco de Autismo. No entanto, nos quadros de depressão, a falta de uso de medicamentos prescritos pelo médico traz também consequências negativas.

 

A nutrição é também um fator que pode estar associado ao autismo: a falta de vitaminas durante a gravidez aumenta o risco dos filhos terem Autismo. As mães que usam vitaminas três meses antes ou depois da conceção têm menores riscos de ter filhos Autistas, em particular quando há uma pré-disposição genética. O intervalo entre gravidezes pode ter também influência, sendo o risco três vezes maiores quando o intervalo é inferior a um ano, o que se explica pela desnutrição da mãe após a gravidez e parto (níveis de gorduras poli-insaturadas, ferro e folato).

 

Uma variedade de vários fatores durante a gravidez que reduzem o oxigénio para o feto, como cordão umbilical à volta do pescoço, crescimento retardado ou pouco peso no nascimento, são fatores que também podem aumentam a probabilidade de Autismo.

 

Uma combinação de fatores

 

É importante salientar que estes estudos, embora indiquem fatores associados ao maior risco, podem não apontar para a sua origem:

  • Mães mais velhas podem ser mais experientes e por isso levar aos seus filhos com maior facilidade a um médico especialista ou a idade pode levar a algumas alterações genéticas;

  • O uso de seretonina pode causar o Autismo ou o stress e ansiedade, tratados com a seretonina podem ser a real causa;

  • O Autismo pode ter uma causa puramente genética ou os fatores ambientais podem podem aumentar o risco de uma prédisposição ou então diminuir esse risco.

 


Última atualização: 17/11/15

 

Fontes: http://www.thedoctorwillseeyounow.com/content/kids/art3380.html, Esther Etinh M.D.