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Princípios ABA Na Intervenção

 

Linguagem

As crianças com diagnóstico no espectro do autismo manifestam falta de competências adequadas de comunicação. Por tal facto, o primeiro objetivo desta escola é capacitá-las para que, de modo efectivo e apropriado, possam solicitar as suas necessidades e/ou vontades. Assim, são ensinadas a:

  • comentar o que as rodeia;

  • responder a questões sobre si próprias e o meio;

  • imitar a linguagem dos outros;

  • ler;

  • escrever;

  • aprender a classificar e a responder pelas suas próprias palavras.

 

Todos os alunos desta escola conseguem aprender a primeira alínea e alguns adquirem todas as competências enunciadas

 

PECS (Picture Exchange Communication System)

Talvez não seja exagero dizer que uma maioria destas crianças manifesta défices significativos na oralidade. Na ABC, a intervenção preferencial neste domínio assenta no PECS, através do qual se ensina a criança a comunicar através da troca de símbolos visuais que representam objectos ou situações do meio envolvente.

Deste modo constrói-se um reportório de comunicação funcional em que a criança pode pedir ou rejeitar algo, comentar o que a rodeia e até, porventura, interagir socialmente com os outros.

Quando a criança entrega o símbolo ao seu parceiro comunicativo, este modela com a vocalização apropriada, por ex.º se a criança entrega o símbolo de um brinquedo, o parceiro comunicativo mostra o símbolo à criança e oraliza a intenção manifestada: "Eu quero o brinquedo".

A experiência indica que a criança começa a adquirir vocalizações adequadas através deste procedimento, nomeadamente quando se introduz uma pausa antes da indicação do objecto pedido, por ex.º "Eu quero (pausa) o brinquedo".

A ABC tem uma estreita relação profissional com os autores do PECS - Andrew Bondy e Lori Frost - o que salvaguarda a qualidade do treino prestado, nomeadamente através de frequentes workshops destinados aos seus técnicos.

 

Generalização

As crianças com diagnóstico no espectro do autismo aprendem imensas coisas através do método "discrete trials" (unidades discretas) que se baseia no ensino individualizado, em que a criança e o técnico se sentam frente a frente a uma mesa. Contudo, verificam-se imensas dificuldades na adequação dessas aprendizagens a outros contextos.

A ABC desenvolveu um programa de ensino, baseado em 5 níveis sistematizados, que visa promover a generalização das competências adquiridas num contexto adaptado para o quotidiano das crianças.

Este programa denominado R.E.A.L. - Recreating Environments to Accelerate Learning - é iniciado imediatamente após a aquisição de cada competência e implica o distanciamento da mesa de trabalho, a recompensa de pedidos, a inclusão de distractores naturais presentes no meio, a solicitação da aplicação da competência em situações da rotina diária, inclusivé nas relações sociais que a criança estabelece com a comunidade envolvente, etc.

Na mente dos terapeutas este programa está sempre presente - desde a avaliação, passando pela intervenção e pela progressão nas lições.

 

Programação positiva

A ABC não utiliza a punição ou o castigo para reduzir os problemas de comportamento, em seu lugar utiliza uma técnica proveniente da análise comportamental chamada programação positiva, que pressupõe uma análise funcional do comportamento em causa. Por outras palavras significa que se analizam os antecedentes e consequentes do meio para verificar o que está a despoletar o comportamento ou o que a criança está a conseguir obter com ele.

Com frequência simples técnicas preventivas de extinção e/ou redireccionamento são suficientes para resolver a situação. Muitas vezes o comportamento problemático persiste porque é reforçado através da atenção que lhe é prestada ou da libertação das exigências efectuadas à criança.

Nestes casos, são ensinadas formas mais adequadas de atrair a atenção ou de lidar com as exigências efectuadas, utilizando reforço positivo. De modo geral, considera-se que os comportamentos problemáticos se devem a contigências ambientais e são estas que devem ser alteradas em vez de tentar eliminar os comportamentos com castigos.